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Obsessão - Até onde vai tamanho distúrbio ?

 

hoje, 30.11.2022


Transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais – DSM V” da Associação de Psiquiatria Americana.


Décadas se passaram.. e resolvi escrever sobre um assunto que não faz parte da minha área de trabalho, tampouco da minha formação acadêmica. Porém todos temos o direito ao conhecimento da forma que nos é permitido. Ainda mais quando se trata de algo que involuntariamente tem feito parte de nossas vidas e enfim buscamos um fundamento, um entendimento sobre o assunto. 

Aos visitantes estudiosos deixo liberdade para o parecer...


Obsessão - Até onde vai esse distúrbio ?

Em primeiro lugar, quero expor a minha breve opinião sobre a segurança que devemos ter com um profissional da saúde mental; Esperamos no mínimo EQUILÍBRIO MENTAL e imparcialidade aos profissionais da área.

Nesses 23 anos que passaram aprendi muito com a pessoa que se declara escancaradamente minha antagonista. 

- Muito cuidado a quem você dá a mão, por mais bem intencionado que você esteja, uma pessoa desequilibrada segura a tua mão quando precisa, e quando se sente segura com toda a sua força, tenta te puxar para o seu próprio abismo.

Em 1994 dei início a minha vida profissional na área da moda através do maior concurso de beleza do mundo: "The Look Of The Year" idealizado pela Agência Elite e organizado pela agência local Moda Centro. A partir daí fui contratada para vários trabalhos de grande relevância, incluindo empresas como Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco e eventos como: Model kart, Verão Vivo com o Luciano Do Valle ( TV Bandeirantes), Assessoria na pró refinaria em Pernambuco, ações promocionais no Shopping Recife, entre desfiles e publicidades. Aos 16 anos já havia passado por grandes trabalhos e adquirido um pouco de experiência em atividades diferentes, apesar de todas serem ligadas à imagem e comunicação.

Em 1997 aos 19 anos resolvi junto com o diretor do colégio em que eu estudava, promover um evento de moda no colégio, para movimentar a meninada e trazer algo novo no intuito de mostrar que seria possível ingressar no mundo da moda, sem que fosse necessário ser a "garota popular" da escola. A ideia foi boa! Mesmo sem nenhuma experiência eu quis ultrapassar os meus limites e ingressar no mundo da Produção, com simplicidade e me sentindo em casa! Porém, esse tal empoderamento, independência e coragem naquela época e tendo quase a mesma idade que as candidatas, fez com que sentimentos aflorassem ultrapassando a competição da passarela do concurso de beleza. Não me arrependi de ter abraçado o "Model April". Me arrependi de ter aberto as portas além da passarela para alguém que posteriormente viria atentar contra a minha vida, a minha saúde mental e da minha família. "O perigo está onde menos se espera".

No decorrer dos ensaios do evento, me tornei amiga mais próxima de uma das participantes; dois anos mais nova do que eu, porém mais madura, mais vivida, mais esperta. Eu era daquelas pessoas que acreditava que todo mundo poderia ser legal, apostava no potencial das pessoas, levantava os amigos na hora de seus conflitos e não foi diferente nessa situação; sua mãe estava prestes a se operar de um tumor na cabeça, sua irmã não tinha tempo para acompanhar esse momento, seu pai poucas vezes eu o via em sua casa. Se sentindo sobrecarregada ela veio me procurar para desabafar. Era um tempo muito conturbado em sua casa. Quando nessa conversa me contou que havia sido encaminhada por um psicólogo ao Hospital Psiquiátrico Alberto Maia para um tratamento de "Síndrome do Pânico" junto ao psiquiatra de lá. Mas ficou assustada, resolvendo não ir. No sentido de ajudá-la da maneira que podia e sabia, minha mãe a convidou a assistir um culto em uma igreja evangélica, e assim foram. A cada dia ficamos mais próximas ao ponto de frequentarmos uma a casa da outra, sentar à mesa, irmos à festas e aniversários da minha família, à shows. Eu a considerava uma amiga, todos da minha família a conhecia. Então, assistindo de perto toda essa vida conturbada a convidei para juntar-se a mim e ao que posteriormente veio a ser o pai da minha filha, para realizarmos um evento juntos. Eu a convidei na intenção de aliviar toda aquela tensão e sobrecarga em que ela me contara. E também apostando que se tratava de uma pessoa à frente da sua idade, leal e destemida. Ledo engano em relação à lealdade...


continuação no próximo post ...  "RECIFASHION 99"

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